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REISTÓRIAS MACABRAS DOS CONTOS INFANTIS
As histórias infantis foram todas adaptadas para delas retirar toda a verdade e possibilitar que fossem contadas às crianças. Mas a realidade por detrás de cada uma delas é nada menos que lendas urbanas de crime, morte e tragédia selecionadas de diversas partes do mundo. Aqui vemos os contos originais, com a emoção e os olhos vermelhos de cada psicopata que protagoniza cada um desses relatos de horror.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
04. A princesa e o sapo
Carolina, também um pouco conhecida como Dona Carol, tem seus sessenta e sete anos de pura miséria e rancor. Hoje ela vive sozinha numa casa grande e mal arrumada. De fora parece que a casa é mal assombrada, suas telhas estão quase pretas, a pintura mofada, as madeiras do telhado estão podres.
Muitos anos atrás, quando ela tinha dezesseis, seus pais lhe arrumaram um casamento forçado. Numa tarde ordinária ela foi chamada à sala quando seu pai, com um bigode medonho, lhe disse com firmeza:
- Te consegui um casamento, você se casará com Seu Olegário em um mês.
Carol viu brotar em seus olhos uma lágrima salgada, que ardia de ódio. Seu pai a obrigaria a se casar com um velho, de cinquenta e quatro anos, barrigudo, com bolsas escuras e enrugadas em baixo dos olhos, fétido, porco, grosso, bêbado, um verdadeiro sapo digno de um esgoto.
Casou-se, deixou sua paixão por Marcos, sujeito limpo e bonito, mas sem grandes propriedades.
Foram trinta anos de um casamento miserável, onde Carolina era estuprada diariamente, mas ela não teve filhos. Dona carolina nunca teve sequer uma conversa amigável com Seu Olegário. Ela só servia para satisfazer as necessidades fisiológicas do marido e para fazer os serviços de casa. Até que ele foi diagnosticado com uma esclerose e ela foi obrigada a tratá-lo até o fim de sua vida.
Foi numa noite em que tentava dormir e não conseguia pelo barulho da tosse do marido que ela, já idosa, sem se questionar, sem pensar duas vezes, sem um pingo de remorso, pegou um travesseiro e segurou sobre o rosto de Olegário. Ele berrava como um boi, coaxava como um sapo, babava, mas não conseguia se defender. Ele se debateu até a morte.
Dona Carol vive o resto de seus dias varrendo a porta de casa. Agora ela não sofre, mas espera a morte com uma vassoura na mão.
Muitos anos atrás, quando ela tinha dezesseis, seus pais lhe arrumaram um casamento forçado. Numa tarde ordinária ela foi chamada à sala quando seu pai, com um bigode medonho, lhe disse com firmeza:
- Te consegui um casamento, você se casará com Seu Olegário em um mês.
Carol viu brotar em seus olhos uma lágrima salgada, que ardia de ódio. Seu pai a obrigaria a se casar com um velho, de cinquenta e quatro anos, barrigudo, com bolsas escuras e enrugadas em baixo dos olhos, fétido, porco, grosso, bêbado, um verdadeiro sapo digno de um esgoto.
Casou-se, deixou sua paixão por Marcos, sujeito limpo e bonito, mas sem grandes propriedades.
Foram trinta anos de um casamento miserável, onde Carolina era estuprada diariamente, mas ela não teve filhos. Dona carolina nunca teve sequer uma conversa amigável com Seu Olegário. Ela só servia para satisfazer as necessidades fisiológicas do marido e para fazer os serviços de casa. Até que ele foi diagnosticado com uma esclerose e ela foi obrigada a tratá-lo até o fim de sua vida.
Foi numa noite em que tentava dormir e não conseguia pelo barulho da tosse do marido que ela, já idosa, sem se questionar, sem pensar duas vezes, sem um pingo de remorso, pegou um travesseiro e segurou sobre o rosto de Olegário. Ele berrava como um boi, coaxava como um sapo, babava, mas não conseguia se defender. Ele se debateu até a morte.
Dona Carol vive o resto de seus dias varrendo a porta de casa. Agora ela não sofre, mas espera a morte com uma vassoura na mão.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
03. João e Maria
João era um garoto de seus dezesseis anos e meio de idade, tinha uma vida e tanto pela frente, ouvia músicas em seu quarto, estudava sobre suas bandas preferidas pelas enciclopédias e falava muito do futuro brilhante que esperava em breve, como produtor de uma grande gravadora de discos.
João ainda morava com seus pais quando a tragédia ocorreu, deixando apenas ele e sua irmã, Maria, como os gerentes da casa. Maria era nova, de não mais que seus quatorze, ela ainda frequentava o ensino fundamental, não era lá muito esperta mas tinha seus momentos de brio.
João em certa oportunidade saiu para acampar com uns amigos, quando lá conheceu Glória, uma quarentona cheia de vida, edinheirada e com uns papeizinhos e comprimidos muito viagem para oferecer. Glória vendia drogas! João, ao experimentar, entrou num devaneio tão grande, de sobremaneira que fez nele despertar uma paixão arrasadora e insuportável por Glória.
Poucos dias após a primeira dose, João não fitava os olhos como antigamente. Seu comportamento era inadequado, suas noites eram barulhentas, suas músicas saíram dos fones.
Maria, certa feita, buscou Glória. Queria conhecê-la, tirar alguma satisfação sobre o que ocorrera naquele camping. Maria nunca saía sem seu canivete. Chegando até O apartamento de Glória, antes mesmo de qualquer palavra, a jovem senhora já avisada golpeou Maria na cabeça a e arrastou para dentro do quarto no porão. João não sabia o que fazer, foi á casa de Glória requisitar algum tipo de conselho; sem saber das intenções do garoto, espancou-o antes que ele pronunciasse qualquer palavra. Jogado ele foi às masmorras daquele quase calabouço, junto com sua irmã.
Mas Maria acorda e torna-se o algoz de qualquer condenação. Arranca seu canivete e parte para cima do irmão, que se desperta num espanto de seu desmaio. João tira a faca das mãos de Maria e inicia a escavação nos arredores da maçaneta da porta.
Do lado de fora Glória é aflita. Chama os amigos e informa do sequestro. Três capangas chegam à residência. O mais grotesco deles, de nome Gordo e odor expressivo nem sequer pronunciou uma palavra, apenas molhou os arredores do cômodo, abriu a porta no calar da madrugada e lá ateou gasolina e uma palhoça de jornal em chamas. O fogo não se espalhou. A fumaça foi confundida com a lareira daquela noite fria. Os gritos de agonia se confundiram com o disco que rodava na vitrola no mais alto volume.
Após tudo, as crianças foram ali mesmo enterradas. Alguns meses depois se passaram; foi o tempo exato da corda arrebentar na tentativa de Glória se suicidar. Até hoje ela vive no Asilo de Santa Efigênia, com seus 78 anos, não se lembra mais desse dia, não se lembra de quando começou a babar e defecar na própria roupa doada por estranhos.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
02. Os três porquinhos
Adelaide era uma mulher de seus trinta e seis anos, mas que aparentava não menos que quarenta e cinco. Castigada pelo sol e pela enxada, vivia só na casa em que seus pais faleceram. Seu único irmão havia deixado aquele fim de mundo já há muitos anos, até voltar.
Geraldo era seu nome, sua esposa havia sofrido um acidente quando seu cavalo tropeçou e ela quebrou o pescoço. Foi encontrada pelo próprio marido três dias após, já fedia longe. Seus olhos abertos ao chão estavam sujos de terra e sua língua roxa era cheia de formigas. Desse dia em diante o olhar de Geraldo era vago, sua expressão apática, não trabalhava, não comia, se arrastava.
Geraldo caminhou até chegar à casa de sua irmã, era já no entardecer quando sem pronunciar uma palavra entrou silenciosamente e foi visto à beira da cama onde dormia cedo sua irmã Adelaide, que acordou assustada, pois há muito que não falava com o irmão.
Geraldo era gordo, grande e forte. Adelaide era magra, meio torta e barrigudinha. Calado ele a segurou, e aos gritos ela foi duramente estuprada. Os olhos dele tremiam. Ela sangrava de costas, pela violência. Ele socava suas costas até azular a pele e puxava seus cabelos até arrancar os fios pela raiz.
Já no fim da brutalidade, aos gritos, prantos e no ápice do desespero Adelaide buscou com sua mão o que encontrasse, segurou na jarra d'água ao lado da cama e se virou acertando a cabeça do irmão. Caído no chão restou aquele corpo gordo e imundo, escorrido de sangue, suor e terra. Adelaide deitou-se e sangrando por seus meios desmaiou em seu desespero, enquanto tremia e vomitava.
Passaram-se cinco anos, trigêmeos brotaram daquela imundice, ao nascerem, lá mesmo, foram jogados aos porcos. As crianças engordaram com a lavagem e milho velho, não aprenderam a falar nem caminhavam de pé. Já com seus quatro anos de idade tinham seus corpos marcados de dentadas dos irmãos e dos outros porcos que ali viviam. Antes dos seis anos só um restou, o mais forte, ele já havia devorado os outros dois irmãos. Até que um dia foi abatido por um animal qualquer que o estraçalhou e espalhou suas partes pelo quintal da fazenda.
Adelaide era apática, ela não tinha dentes, seus olhos eram vazios, sem alma, sem vida. Montou seu cavalo e o disparou até o penhasco, o cavalo parou bruscamente e ela foi lançada longe. Seu corpo foi encontrado três dias após, já fedia. Seus olhos abertos ao chão estavam sujos de terra e sua língua roxa era cheia de formigas.
Geraldo era seu nome, sua esposa havia sofrido um acidente quando seu cavalo tropeçou e ela quebrou o pescoço. Foi encontrada pelo próprio marido três dias após, já fedia longe. Seus olhos abertos ao chão estavam sujos de terra e sua língua roxa era cheia de formigas. Desse dia em diante o olhar de Geraldo era vago, sua expressão apática, não trabalhava, não comia, se arrastava.
Geraldo caminhou até chegar à casa de sua irmã, era já no entardecer quando sem pronunciar uma palavra entrou silenciosamente e foi visto à beira da cama onde dormia cedo sua irmã Adelaide, que acordou assustada, pois há muito que não falava com o irmão.
Geraldo era gordo, grande e forte. Adelaide era magra, meio torta e barrigudinha. Calado ele a segurou, e aos gritos ela foi duramente estuprada. Os olhos dele tremiam. Ela sangrava de costas, pela violência. Ele socava suas costas até azular a pele e puxava seus cabelos até arrancar os fios pela raiz.
Já no fim da brutalidade, aos gritos, prantos e no ápice do desespero Adelaide buscou com sua mão o que encontrasse, segurou na jarra d'água ao lado da cama e se virou acertando a cabeça do irmão. Caído no chão restou aquele corpo gordo e imundo, escorrido de sangue, suor e terra. Adelaide deitou-se e sangrando por seus meios desmaiou em seu desespero, enquanto tremia e vomitava.
Passaram-se cinco anos, trigêmeos brotaram daquela imundice, ao nascerem, lá mesmo, foram jogados aos porcos. As crianças engordaram com a lavagem e milho velho, não aprenderam a falar nem caminhavam de pé. Já com seus quatro anos de idade tinham seus corpos marcados de dentadas dos irmãos e dos outros porcos que ali viviam. Antes dos seis anos só um restou, o mais forte, ele já havia devorado os outros dois irmãos. Até que um dia foi abatido por um animal qualquer que o estraçalhou e espalhou suas partes pelo quintal da fazenda.
Adelaide era apática, ela não tinha dentes, seus olhos eram vazios, sem alma, sem vida. Montou seu cavalo e o disparou até o penhasco, o cavalo parou bruscamente e ela foi lançada longe. Seu corpo foi encontrado três dias após, já fedia. Seus olhos abertos ao chão estavam sujos de terra e sua língua roxa era cheia de formigas.
01. Chapeuzinho Vermelho
Era já quase o pôr do sol quando Cristina retornava da escola, ela acabara de realizar o último exame daquele período, não via a hora do próximo ano chegar para que finalizasse seus estudos do ensino médio (à época chamado de científico). Chegando à porta de casa Cristina de súbito fez brotar em seu subconsciente o insight de uma ideia que traçaria um marco divisor em sua história.
Cristina morava em uma cidade interiorana, com criação de búfalos à beira de sua casa, residências espaçadas, como na zona rural, mas numa região com acesso a todo tipo de tecnologia natural dos grandes centros. Cristina era filha adotiva desde os doze anos, tinha agora seus dezessete e já havia se adaptado com a rotina da casa de seus novos pais.
Após a escola ela tinha o costume (e o encargo) de subir num cavalo e organizar os búfalos da criação de seu pai, alternando-os de pasto. Mas naquele entardecer ela não cumpriu com suas tarefas.
Cristina, à porta de sua casa, largou a bolsa pela janela e antes que qualquer um a visse embrenhou-se à pé na mata fechada ao lado do pasto principal até aproximar-se de uma frondosa árvore onde havia um montado balanço antigo. Uma árvore quase seca, com um oco onde ela noutra oportunidade encontrou fincada uma faca antiga. Cristina conhecia aquela mata como a palma de sua mão.
Sabia ela que no baixar da noite era comum que caçadores (legalizados e autorizados) fossem vistos naquela região, eles usavam arma de fogo e bestas com flechas deveras afiadas, nunca saíam em menos que cinco tendo em vista o risco de que encontrassem algum bichano. Mas sua caçada era de cervos, que agiam como praga, quebrando cercas e minando os pastos de búfalo dali.
A faca que agora Cristina portava era já antiga, mas extremamente amolada e eficaz, uma típica faca de caçador que fora esquecida ali, ou escondida para ocultação de arma de algum crime antigo. Quase não se enferrujava aquele material.
Cristina naquela noite era a caçadora, ela abusava de suas habilidades de reconhecimento do terreno, sua destreza em movimentar-se pelas árvores e sua pontaria brilhante. De cima das árvores ela lançava a faca em cada um dos caçadores que se afastava do grupo, silenciosamente recolhia seu corpo já sem vida e arrastava até uma valeta de erosão próximo, encobrindo logo após com os arbustos que ela já havia separado. Foram cinco mortes naquele dia, logo antes do último suspiro com o sangue impedindo qualquer gemido a única coisa que os caçadores viam já com os olhos enevoados e lacrimosos eram os fios de cabelos ruivos quase curtos, à altura da boca, que Cristina teimava em acomodar atrás das orelhas, mas que ali não permaneciam.
Havia uma pedra do açoite, onde os caçadores eram deitados e drenados. O corpo já sem vida era estendido com a barriga para cima e os braços abertos de palma ao céu, o sangue escorria dos pulsos, calcanhares e pescoço por um caminho cavado na terra até o rio. Após a última morte a valeta de desova foi tampada com um amontoado de terra e arbustos. Cristina se lavou e retornou até a casa de sua avó. A cesta que Dona Rosa ganhou de presente era um souvenir, onde os defuntos guardavam o alimento daquela caçada sucedida, para os cervos e para Cristina.
Alguns meses após, toda semana Dona Rosa era presenteada, a cesta foi apenas o primeiro presente.
Cristina morava em uma cidade interiorana, com criação de búfalos à beira de sua casa, residências espaçadas, como na zona rural, mas numa região com acesso a todo tipo de tecnologia natural dos grandes centros. Cristina era filha adotiva desde os doze anos, tinha agora seus dezessete e já havia se adaptado com a rotina da casa de seus novos pais.
Após a escola ela tinha o costume (e o encargo) de subir num cavalo e organizar os búfalos da criação de seu pai, alternando-os de pasto. Mas naquele entardecer ela não cumpriu com suas tarefas.
Cristina, à porta de sua casa, largou a bolsa pela janela e antes que qualquer um a visse embrenhou-se à pé na mata fechada ao lado do pasto principal até aproximar-se de uma frondosa árvore onde havia um montado balanço antigo. Uma árvore quase seca, com um oco onde ela noutra oportunidade encontrou fincada uma faca antiga. Cristina conhecia aquela mata como a palma de sua mão.
Sabia ela que no baixar da noite era comum que caçadores (legalizados e autorizados) fossem vistos naquela região, eles usavam arma de fogo e bestas com flechas deveras afiadas, nunca saíam em menos que cinco tendo em vista o risco de que encontrassem algum bichano. Mas sua caçada era de cervos, que agiam como praga, quebrando cercas e minando os pastos de búfalo dali.
A faca que agora Cristina portava era já antiga, mas extremamente amolada e eficaz, uma típica faca de caçador que fora esquecida ali, ou escondida para ocultação de arma de algum crime antigo. Quase não se enferrujava aquele material.
Cristina naquela noite era a caçadora, ela abusava de suas habilidades de reconhecimento do terreno, sua destreza em movimentar-se pelas árvores e sua pontaria brilhante. De cima das árvores ela lançava a faca em cada um dos caçadores que se afastava do grupo, silenciosamente recolhia seu corpo já sem vida e arrastava até uma valeta de erosão próximo, encobrindo logo após com os arbustos que ela já havia separado. Foram cinco mortes naquele dia, logo antes do último suspiro com o sangue impedindo qualquer gemido a única coisa que os caçadores viam já com os olhos enevoados e lacrimosos eram os fios de cabelos ruivos quase curtos, à altura da boca, que Cristina teimava em acomodar atrás das orelhas, mas que ali não permaneciam.
Havia uma pedra do açoite, onde os caçadores eram deitados e drenados. O corpo já sem vida era estendido com a barriga para cima e os braços abertos de palma ao céu, o sangue escorria dos pulsos, calcanhares e pescoço por um caminho cavado na terra até o rio. Após a última morte a valeta de desova foi tampada com um amontoado de terra e arbustos. Cristina se lavou e retornou até a casa de sua avó. A cesta que Dona Rosa ganhou de presente era um souvenir, onde os defuntos guardavam o alimento daquela caçada sucedida, para os cervos e para Cristina.
Alguns meses após, toda semana Dona Rosa era presenteada, a cesta foi apenas o primeiro presente.
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